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Um novo estilo de liderança

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A pandemia do coronavírus trouxe muitas mudanças para o mundo.  E, para o comércio, tem sido essencial desenvolver um novo estilo de liderança. É o  que Tonini Junior, sócio-diretor da Praxis Business, do Rio de Janeiro,  afirma ser a tendência atual dos negócios.

Para ser um bom líder, é preciso muito mais que ape

liderança Tonini Junior
Tonini Junior, sócio-diretor da Praxis Business

nas saber dar ordens ou delegar poderes. Torna-se necessário, neste cenário,  que o gestor de loja desenvolva novas competências. É fundamental  ser protagonista para liderar a equipe, proporcionar experiências marcantes ao consumidor e gerar resultados positivos.

E essa mudança passa principalmente por uma nova forma de tratar a  equipe.

Nesse momento, é preciso mais acolhimento e menos cobrança, o que pode reverter a favor do lojista

Tonini Junior

Liderança positiva e vulnerável

Muitas vezes,  os gestores de equipe desenvolvem um estilo de liderança em que não se mostram as vulnerabilidades, apenas os pontos fortes. Entretanto, Tonini Junior ressalta que nem todos conseguem ser bons em tudo e, por isso, se torna necessário saber reconhecer os pontos fracos.

Sendo assim, aceitar esta condição e mostrar-se vulnerável perante a equipe tem efeito contrário do que se possa imaginar. “As pessoas valorizam quem tem coragem de abrir o coração e reconhecer suas limitações”, explica. “Nenhum profissional possui todas as competências, por isso deve pedir ajuda a quem é mais qualificado em uma ou outra área. Gestor que compartilha a verdade gera confiança e estimula o engajamento da equipe”, destaca Tonini Junior.

 

Padrão Disney

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Atendimento Disney é um exemplo para qualquer lojista

Um exemplo de liderança positiva, para o sócio-diretor da Praxis, é a Disney. Seu padrão de excelência apresentado nos parques faz os visitantes se encantarem não só com os belos atrativos,  mas também pelo atendimento dos colaboradores.

Para conseguir essa excelência, a empresa escolhe criteriosamente e treina continuamente o capital humano. O objetivo  é  criar felicidade para todos os visitantes.

No varejo em geral, infelizmente, ocorre o contrário. As pessoas são contratadas pela habilidade técnica e não pela sua empatia e capacidade de sorrir habitualmente, que sabidamente têm grande impacto no atendimento

Tonini Junior

Conseguir esse engajamento dos funcionários, portanto, é fundamental. Algumas ações podem ser feitas para isso como mudar a forma de remuneração, adotar novas métricas para vendas na loja e no whats.

Outra possibilidade interessante é o agendamento de horário. Com ele, o consumidor poderá  ir à loja e ser atendido com segurança e atenção. “Esse e outros movimentos exigem um capital humano treinado e engajado, capaz de proporcionar uma experiência de compra positiva ao consumidor”, finaliza.

Paulo Filipe Lacerda

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