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Setor calçadista em compasso de espera

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Quase metade dos trabalhadores do setor calçadista é afetada pela greve. Informação é do presidente da Abicalçados, Heitor Klein.

A greve dos caminhoneiros tem sido o assunto do país nos últimos dias. Filas aos postos de combustível, população sem gasolina para poder ir trabalhar, repartições públicas decretando ponto facultativo. E o reflexo dessa paralisação chegou também ao setor calçadista.

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Calçados em compasso de espera. Cerca de 32% dos calçados produzidos aguardam ser transportados

E os números não são nada animadores. Em nota publicada no site da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o presidente da entidade, Heitor Klein mostra o quanto o setor foi afetado. E os números não são animadores. Segundo Klein, “49% da força de trabalho da indústria calçadista encontra-se ociosa em razão do desabastecimento”.

Por sua vez, os embarques de calçados  também sofreram queda: cerca de 32%. Isso, segundo Klein, corresponde  a um mês de atividades. Trata-se, ele lembra, “de  calçados prontos em depósito nas fábricas, aguardando condições de tráfego para encaminhamento aos compradores”.

PREJUÍZOS PARA O SETOR CALÇADISTA

Para o presidente da Abicalçados, se essa greve se mantiver, os prejuízos se tornarão ainda maiores. “Caso o abastecimento de insumos não se normalize, 84% das empresas serão obrigadas a suspender as atividades de manufatura no dia 1º de junho, sexta-feira próxima”.

Se a normalização não se der até a próxima semana, o temor é ainda maior. Todas as fábricas serão atingidas. E isso trará prejuízos incalculáveis para mais de 2,5 mil indústrias de calçados, 5 mil prestadoras de serviços e cerca de 300 mil trabalhadores.

MEDIDAS URGENTES

Para Klein, o governo precisa restabelecer a ordem e, por isso, “é preciso que se implementem as ações necessárias e eficazes para tanto”.

Pois só com rodovias liberadas, caminhões abastecendo fabricantes e lojistas será possível novamente ver o setor calçadista funcionar a pleno vapor.

Todo o país aguarda ansiosamente o desenrolar dessas negociações para que possa voltar a funcionar com menos dificuldades.

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Paulo Filipe Lacerda